quarta-feira, 19 de setembro de 2012

PENSAR FORA DA CAIXA

Quanto mais ficamos experientes, maior é a nossa dificuldade de pensar Fora da Caixa. Todos têm uma primeira idéia sobre tudo que nos cerca. Às vezes o que pensamos de bate pronto se revela verdadeiro, outras vezes, porém, não é nada daquilo que estava na nossa cabeça e nas nossas fantasias. A grande sacada é não concretar nossas primeiras impressões. Não tem jeito de evitar, elas chegam, gritam em nossos ouvidos. Ok, Temos que prestar atenção, mas como curiosidade, como uma primeira impressão. Vamos nos dar oportunidade de vivenciar, analisar e de fato nos certificar se é ou não o que tínhamos pensado. É um exercício bem legal. Tenho certeza que como eu, muitas pessoas fazem esse exercício todos os dias. a gente vai aprendendo com acertos e erros e conseguimos tornar essa prática em rotina. O que ainda não consegui fazer, ou só consigo com muita dificuldade e esforço, é quando depois de vivenciar, analisar, acabo criando um modelo que faz sentido para mim, para meus valores, para aquela situação, e, apesar de não querer, na verdade, não dever, acabo transformando essa experiência em Verdade. E lá vou eu cheia de Verdades caminhando pela vida... e derrepente... não mais que derrepente, e mais frequente que eu gostaria, aparecem situações que aquela Verdade tão cuidadosamente construída, não cabe, não serve, não faz sentido, e eu preciso repensar, recomeçar, construir, enfim, Pensar Fora da Caixa. Pensar Fora da Caixa, é quase desmontar conceitos, vivências, experiências, que demoraram muito a serem construídas, que nos deram um trabalho danado, e que agora não dá conta da nova situação. Lembro-me de uma estória da Ana Maria Machado, que contava que uma menina estava muito intrigada com as falas de seus pais. Quando estava se vestindo para sair, a mãe diz: esse vestido vc perdeu. -- Nossa! Vc perdeu a bota. A menina não entendia nada, porque ela estava vendo o vestido e a bota. No outro dia, ela chegou em sua casa e seu pai estava pintando seu cadeirão de comer, e ele disse: Filha, vc perdeu ocadeiraõ e vamos dar para outra criança. Não entendendo correu para o quarto e não encontrou o berço, e a mãe logo veio explicar: Filha, como vc perdeu o berço, vamos doar para outra criança. A menina, já não suportando mais aquele discurso de ter perdido o que ela estava vendo na sua frente, começou a chorar e perguntar, -- Porque vcs estão fazendo isso comigo? Dizem que eu perdi o que está na minha frente!! A mãe entendendo a angústia da filha, respondeu: -- Filha, não é esse perdeu que vc não encontra as coisas. É um Perder, porque vc cresceu e essas coisas não servem mais para vc. Vc precisa de coisas maiores. Parece que isso é pensar fora da Caixa, é se dar conta que crescemos, que antigos conceitos não servem mais, porque nós crescemos e também porque as situações crescem. Deise Fernandes.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

EXCLUSÃO

.... Dessa forma, exclusão passa a ser entendida como descompromisso político com o sofrimento do outro. Bader Sawaia – As Artimanhas da Exclusão. Ao ler a frase acima no livro que por acaso chegou em minhas mãos, tive uma iluminação que há muito tempo não tinha. É isso! Toda Exclusão tem suas raízes firmemente presas no nosso descompromisso com o sofrimento do outro. Simples e doloroso assim. Doloroso porque pode gerar inúmeras interpretações, e na maioria das vezes equivocadas. Pode em um primeiro olhar parecer egoísmo. Essa caracteristica que tanto falam os psicólogos, religiosos, e que todos sabemos que temos e nos culpamos por sentir, mas nesse caso, pode não ser a explicação mais completa. Se queremos tudo de melhor para nós e nossa família, ao excluirmos, estamos nos privando do que essa Pessoa ou grupo pode nos ensinar, não parece incoerente? Tenho a impressão que no fundo somos mais frágeis do que egoístas. Não damos conta de tantas diferenças, tantos modos de vida, de jeitos, de formas, que a vida nos apresenta. Já não é fácil nos entendermos, de fato nos conhecermos, somos um Universo inexplorado e desconhecido. Temos sentimenos, reações, que nos assustam e nos deixam insetguros. Quantos de nós não damos conta do furacão que toma conta de nossos sentimentos e atitudes. Nesse mar de emoções, não é fácil nem simples, ainda temros que entender, aprender, ser empático com o outro, ainda mais o outro que é muito diferente do meu jeito de ser. É muito mais fácil desconsidrar. As vezes por medo de não dar conta, porque o outro somatisa o que sou eu. Outras vezes por falta de tempo, de paciência, de conhecimento, de coragem, de tantas coisas! A questão não é o Excluído, ele não tem parte nisso. A grande questão sou eu, no que acredito, no que estou prestando atenção na ocasião, no que me é mais confortável, no que me dá menos trabalho. Acredito que se sentir Excluído, talvez seja o caminho para repensarmos nosssas atitudes em relação aos que Excluo. Nada como a experiência na pele, ela é muito melhor do que um milhão de palavras e mecanismos de alerta. Seremos mais Inclusivos, na medida em que nos conhecermos mais e melhor. Cristo tinha absoluta razão: Amar ao Próximo como a ti mesmo. Deise Fernandes. 30 agosto 2012

LEDORES DE TELA

O grande desafio em relação as Pessoas com Deficiência é encontrarmos formas, tecnologia, recursos, alternativas, que consigam minimizar ou mesmo eliminar as limitações impostas pela deficiência. A invenção dos software Ledores de tela, foi um grande avanço na quebra de limites e barreiras para os Deficientes Visuais. Com esses ledores foi possível ampliar os horizontes pessoais e profissionais dessas pessoas. Em um mundo cada vez mais informatizado, não ter acesso ao computador e tudo o que isso significa, seria mais limitador do que o fato de não ter o sentido da visão. muitos pesquisadores e entendedores da tecnologia da informação, criaram vários software Ledores de Telas. Todos tem o objetivo de permitir que os Deficientes visuais possam navegar no computador. Os ledores de tela podem ser um software com regras próprias, oferecendo opções de navegação, escrever e ler textos e acesso a Internet. Existem aqueles que apenas fazem o papel de Ler a tela, utilizando os programas de navegação existentes no Mercado. A relação com a informática é uma escolha pessoal, onde as pessoas se identificam com essa ou aquela ferramenta, e portanto escolhem aquela que atendam suas espectativas e interesses, porém, dentro do conceito de desenho Universal e de Inclusão, os melhores software ledores de Telas, são aqueles que apenas cumprem o papel de ler as informações que os Deficientes Visuais não conseguem ler. Portanto, se utilizando dos navegadores comuns a todos internautas. Criar programas específicos para Deficiente visual, apesar de ter uma boa Intenção, não deixa de ser uma exclusão dentro da Inclusão, fazendo com que a prática do Deficiente visual seja separada e muitas vezes sem relação com os programas comum a todos. A partir do princípios que os Ledores de tela, serão apenas Ledores, nos colocamos diante de outro dilema: os diferentes software Ledores de Telas. Existem dificuldades ainda para encontrar uma forma que a máquina emita uma voz que seja mais próxima da voz humana. O entendimento da ledor é um desafio que o Deficiente visual terá de enfrentar logo no primeiro minuto que instala o programa. Outro ponto é aprender a usar esses programas. É um aprendizado solitário e na base de erros e acertos, não existe nenhuma escola de Informática que ensine os Deficientes visuais a Navegar nos programas. Depois de superar esses dois desafios, existe ainda, os sites que não seguem as normas da ABNT para acessibilidade, fazendo com que na maioria dos sites a dificuldade de navegar é quase intrasponível. Para que as Iniciativas sejam válidas e legítimas para um programa de Inclusão da pessoa com Deficiência, é importante que levem em conta os vários aspectos que estão envolvidos: As necessidades do usuário, nível econômica, educacional, acesso a essa tecnologia. - Os pensadores e pesquisadores de alternativas técnicas, que não minimizem e nem super valorizem suas criações. Não é porque não existe nada, que qualquer coisa é válida. É preferível ficar com o nada. - As políticas públicas que atendam as ncessidades dessa tecnologia, no caso da informática, a norma ABNT sobre Acessibilidade de sites. - A divulgação dessa tecnologia e o tempo para a reeducação de todos envolvidos no uso dessa nova tecnologia. O processo de Inclusão não é fácil e nem simples, mas é o único Caminho se de fato quisermos uma Sociedade que respeite as diferenças. Deise Fernandes 8 de agosto 2012

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Aposentadoria!!!

Quem foi que falou que quando aposentamos temos tempo de sobra?
Que sentimos solidão, isolamento e até temos tendência a depressão?

Comigo não está acontecendo nada disso. Desde 01 de novembro, portanto, há exatos 30 dias, estou aposentada, e, sinceramente ainda não fiz nem a metade das coisas que gostaria, que tinha planejado para fazer assim que me aposentasse!

A Vida Familiar, as rotinas da casa, as demandas que aparecem todos os dias sem nenhum planejamento, estão me ocupando de um tanto, que não consigo me organizar para fazer o que tinha imaginado que faria com minhas 10h livres todos os dias.

A Vida aqui fora da Empresa, não é linear. Não tem horas certas para as reuniões, prazos para a entrega de uma demanda, horário marcado para conversar com alguém. Tudo chega ao mesmo tempo e todas requerem atenção e cuidado para a solução, muitas vezes imediata..

Quem pensar que Aposentadoria é Parar e só fazer o que gosta, como ler, assistir filmes, passear, fazer compras, fazer tricô, está muito enganado. Somos convocados para outras mil coisas, que por ficarmos tanto tempo fora de casa, nem sabíamos que acontecia. Estou descobrindo um outro mundo dentro de minha própria casa.

Com isso tem outras coisas que quero fazer e ainda não consegui nem começar, escrever uma vez por semana aqui no Blog, por exemplo. Algumas já consegui dar andamento e umas poucas já consegui realizar, mas ainda preciso de muito mais tempo para chegar onde planejei enquanto trabalhava.

Alguém pode dizer: só faz 30 dias. Pode ser, mas não acredito nisso. Pode passar 03 meses... 03 anos... 30 anos... A Vida é tão rica, tão Generosa, que certamente terei Grandes Desafios a Superar.

Tudo vai depender de como eu Olhar o que me acontece.
Se eu souber entender, se conseguir ser sensível o suficiente, se tiver Olhar de curiosidade e Encantamento diante da Vida, Receberei um Convite para Aprender e para superar desafios todos os dias.


Deise Fernandes.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência

21 DE SETEMBRO DE 2011


No mesmo dia que entramos na Primavera, no mesmo mês que aqui na CPFL lançamos o Programa de Oportunidades, é também o mesmo mês que comemoramos o dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência.
Dia importante e muito significativo para o Movimento de Inclusão, que não se limita apenas as Pessoas com Deficiência, mas trás a reflexão do Respeito e da Valorização do Diferente.

Todo movimento de luta , é Inclusivo, porque trás consigo a Vontade das Pessoas de serem reconhecidas, respeitadas e valorizadas com suas diferenças e dentro de suas realidades.


Todos somos Diferentes, todos em uma certa medida, temos nossas Lutas pela Inclusão. Cada um sabe o quanto seria melhor se de fato tivéssemos Liberdade de sermos nós mesmos.
Todos nós, absolutamente todos, somos ávidos por um mundo onde a liberdade seja real em todos os sentidos.

Liberdade de expressão, liberdade de ir e vir, liberdade para viver a vida,
liberdade para reivindicar, liberdade para buscar a liberdade.

E foi assim, que em 21 de setembro de 1982 surgiu o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, numa representação
do nascimento de reivindicações de cidadania e participação plena em igualdade de condições para Todas as Pessoas.

Valorizar a Diversidade, Respeitar as Diferenças é um anseio da sociedade, e uma necessidade, para que possamos ter um Mundo mais Justo, um Brasil mais inclusivo.

Deise Fernandes.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O QUE FAZER???

Está faltando chuva. O tempo está seco, a TV nos informa que em alguns lugares chega a ter característica de Deserto.
Em outro ponto do País, a Chuva está inundando tudo. Os rios, lagos, bocas de lobos, não estão agüentando a força e quantidade das águas e elas invadem casas, prédios, derrubando muros, árvores, morros, e deixando estragos e destruição por onde passam.
Não é época, pelo menos não era, desses fenômenos. Não sabemos lidar com eles. Não nos preparamos para enfrentar as manifestações da Natureza, ou melhor, em Tempos de rotina, até fazemos algumas coisas para os dias mais difíceis, mas há muito tempo, não estão sendo suficientes. Estamos perdendo o controle. Não conseguimos mais prever, minimizar e muito menos evitar as conseqüências dos nossos desatinos.
Fomos negligentes, somos negligentes.
Fomos descuidados e ainda somos.
Não fomos sensíveis para perceber a hora de parar, de reverter e devolver o que retiramos da Natureza e da Vida.
Estamos com medo. Tentamos nos defender no individual. Querendo acertar, novamente, estamos trilhando caminhos equivocados.
Não sabemos como rever nossos Valores e Crenças.
A Seca nos demonstra o quanto estamos nos ressecando, ressentindo, recuando diante de tantos acontecimentos maiores do que nossa inteligência pode suportar.
A Chuva nos demonstra o quanto estamos carentes de Sentimentos, de fluidez, de leveza, de intensidade em tudo que fazemos.

Mais uma vez, a Natureza tenta nos Ensinar, cabe a nós saber Aprender.

Deise Fernandes

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

EDUCAÇÃO

Comecei a Estudar em 1963, desde então quase não fiquei longe de uma Escola. Gosto imensamente de estudar, de ler, de aprender, de conhecer pessoas, experiências, e o ambiente Escolar trás essa oportunidade.

Toda minha experiência foi em sala de aula, com o professor, os colegas, a hora do recreio, (mais tarde do Intervalo), caderno, livros, lápis, anotações, perguntas ao professor, (muitas vezes morrendo de vergonha) mas sempre em carteiras e prédios Escolares.

Agora estou fazendo uma Pós em EAD, (Educação a Distância) e estou aprendendo outro jeito de Estudar.
Não tem mais sala de aula, nem professor na minha frente, nem mesmo os colegas sentados nas carteiras, mas oportuniza um grande aprendizado.

O curso começou a menos de um mês, mas já me desafiou a navegar em Blogs que falem desse tema, de assistir aulas que os professores filmaram (web aula), já li um monte de textos, apresentações, e aprendi muito! Muitas crenças e mitos que tinha desse jeito diferente de Aprender estão caindo por terra.
E o que mais me chamou atenção é o quanto estou sendo desafiada a me dedicar, pensar, e executar as tarefas.

Na sala de aula é mais fácil, lá o trabalho é do professor, e o aluno tem um papel muito mais pacivo, toda responsabilidade de transmitir o conhecimento, de motivar os alunos, de criar alternativas atraentes para a aula, fica com o professor. Nós alunos sentamos nas cadeiras e Esperamos e nos sentimos no direito de demonstrar nosso aborrecimento com a aula, muitas vezes saindo, conversando, não prestando a mínima atenção.
No EAD estou tendo que encontrar tempo para estudar, ler, refletir, responder os questionários, assistir as aulas. Na verdade estou sendo convidada a assumir a co-responsabilidade do meu Aprendizado.

Essa experiência também está me desafiando a contribuir com a Acessibilidade de Cursos EAD para Deficientes Visuais, o que ainda não é totalmente possível, mas certamente até o final dessa Pós encontraremos caminhos para isso.

Deise Fernandes